{"id":196,"date":"2026-07-22T21:16:39","date_gmt":"2026-07-22T21:16:39","guid":{"rendered":"https:\/\/teatrutopia.com\/?p=196"},"modified":"2026-07-27T09:17:46","modified_gmt":"2026-07-27T09:17:46","slug":"teatrutopia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teatrutopia.com\/?p=196","title":{"rendered":"Teatrutopia"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"196\" class=\"elementor elementor-196\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-46a5ed8e e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"46a5ed8e\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c38a50b elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"c38a50b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Teatrutopia<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f687868 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"f687868\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Por que falar de teatro?<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-37067c98 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"37067c98\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-225 alignnone\" title=\"JFC \" src=\"https:\/\/teatrutopia.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Diseno-sin-titulo-47-1-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/teatrutopia.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Diseno-sin-titulo-47-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/teatrutopia.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Diseno-sin-titulo-47-1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/teatrutopia.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Diseno-sin-titulo-47-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/teatrutopia.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Diseno-sin-titulo-47-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/teatrutopia.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Diseno-sin-titulo-47-1.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o basta ao teatro apontar para fora, denunciar o c\u00e1lculo, o descarte, a desigualdade que atravessam a sociedade, como se ele mesmo estivesse a salvo daquilo que denuncia.<\/p>\n<p>O teatro \u00e9 necess\u00e1rio?<\/p>\n<p>Por que falar de teatro? S\u00e3o perguntas que me acompanham. Tenho certeza de que, para muita gente, as respostas s\u00e3o f\u00e1ceis. V\u00e3o dizer que sim, o teatro \u00e9 necess\u00e1rio. Mas por qu\u00ea? Porque, v\u00e3o dizer, \u00e9 um espa\u00e7o de encontro, de representa\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es importantes para a humanidade. Sim, ele \u00e9. Mas basta, diante de um mundo que cada vez mais \u00e9 regido pela l\u00f3gica da gest\u00e3o, do c\u00e1lculo, do rendimento, onde tudo, inclusive o encontro, precisa provar sua utilidade para justificar seu direito de existir?<\/p>\n<p>Desconfio da facilidade dessa resposta. N\u00e3o porque ela esteja errada: o teatro \u00e9, de fato, encontro; \u00e9, de fato, representa\u00e7\u00e3o, mas porque essas palavras, ditas depressa demais, acabam funcionando como um artif\u00edcio. Dizemos \u201cespa\u00e7o de encontro\u201d e seguimos adiante, como se a f\u00f3rmula j\u00e1 tivesse feito o trabalho de pensar. E o que fica de fora, quando respondemos assim t\u00e3o r\u00e1pido, \u00e9 justamente o que mais importa: em que mundo esse encontro acontece? Sob que condi\u00e7\u00f5es? A que pre\u00e7o, e \u00e0s custas de quem?<\/p>\n<p>Porque n\u00e3o existe teatro fora do mundo. Existe teatro em salas que s\u00e3o despejadas. Existe teatro que se faz apesar de (apesar do fomento cortado, do espa\u00e7o demolido, do corpo cansado de outro trabalho durante o dia). E \u00e9 exatamente a\u00ed, nesse apesar de, que a pergunta \u201co teatro \u00e9 necess\u00e1rio?\u201d deixa de ser ret\u00f3rica e se torna urgente. Porque a resposta f\u00e1cil \u2013 sim, \u00e9 necess\u00e1rio, \u00e9 espa\u00e7o de encontro \u2013 n\u00e3o explica por que, mesmo sendo necess\u00e1rio, ele segue sendo o \u201cprimeiro\u201d a ser cortado, o primeiro a ser tratado como sup\u00e9rfluo, como luxo, como algo que a sociedade pode dispensar quando as contas n\u00e3o fecham.<\/p>\n<p>Talvez a pergunta certa n\u00e3o seja \u201co teatro \u00e9 necess\u00e1rio?\u201d, mas outra, mais inc\u00f4moda: necess\u00e1rio para quem, e segundo que crit\u00e9rio de necessidade? Um mundo regido pelo c\u00e1lculo tem sua pr\u00f3pria r\u00e9gua do que \u00e9 necess\u00e1rio\u00a0 (e o teatro ou melhor certo tipo de teatro, quase sempre, n\u00e3o passa nela). \u00c9 por isso que ele precisa ser pensado politicamente, e n\u00e3o apenas celebrado poeticamente. N\u00e3o basta dizer que o teatro emociona, que o teatro une, que o teatro representa a condi\u00e7\u00e3o humana. \u00c9 preciso perguntar: por que, apesar de fazer tudo isso, ele continua sendo tratado como dispens\u00e1vel? A resposta n\u00e3o est\u00e1 no teatro. Est\u00e1 na sociedade que decide, todos os dias, o que vale e o que n\u00e3o vale a pena sustentar.<\/p>\n<p>\u00c9 desse lugar que nasce este blog \u2013 e \u00e9 desse lugar, tamb\u00e9m, que nasce seu nome.<\/p>\n<p><em>Teatrutopi<\/em>a carrega, dentro de si, uma palavra que talvez pare\u00e7a deslocada depois de tudo o que acabei de dizer: utopia. Deslocada porque, num mundo regido pelo c\u00e1lculo, falar em utopia soa quase ing\u00eanuo \u2013 como se bastasse sonhar com um mundo melhor para que o teatro justificasse sua exist\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 disso que se trata. Fredric Jameson, em Arqueologias do Futuro, prop\u00f5e algo mais exigente: a utopia n\u00e3o vale pelo que consegue descrever de um futuro melhor, mas pelo que revela sobre a nossa pr\u00f3pria incapacidade, aqui e agora, de imaginar algo radicalmente diferente do presente. O valor pol\u00edtico da forma ut\u00f3pica estaria menos na promessa de um mundo outro do que no modo como ela exp\u00f5e, por contraste, os limites hist\u00f3ricos \u2013 e n\u00e3o naturais \u2013 daquilo que somos capazes de conceber como poss\u00edvel.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse sentido preciso que quero pensar o teatro como espa\u00e7o ut\u00f3pico. N\u00e3o porque o palco ofere\u00e7a solu\u00e7\u00f5es, programas, mundos perfeitos a serem copiados. Mas porque o teatro, quando encena outra disposi\u00e7\u00e3o de corpos, outro uso do tempo, outra distribui\u00e7\u00e3o de quem fala e quem \u00e9 ouvido, produz um estranhamento semelhante ao que Jameson atribui \u00e0 utopia: ele n\u00e3o resolve nada, mas torna vis\u00edvel (mesmo que por um instante, mesmo que de forma incompleta) que o modo como vivemos n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico modo poss\u00edvel de viver. Essa exposi\u00e7\u00e3o do limite \u00e9, ela mesma, um ato pol\u00edtico. Talvez o mais pol\u00edtico dos atos que o teatro seja capaz de realizar.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir desse ato pol\u00edtico que se pode dizer com mais clareza o que este espa\u00e7o se prop\u00f5e a fazer. <em>Teatrutopia<\/em> n\u00e3o vai falar de teatro como quem fala de um objeto isolado, autossuficiente, que basta a si mesmo. Vai falar de teatro como quem fala de pol\u00edtica, de sociedade, de disputa (porque \u00e9 isso que o teatro \u00e9, sempre foi, e talvez hoje mais do que nunca precise voltar a ser assumidamente). Aqui, a pergunta \u201co teatro \u00e9 necess\u00e1rio?\u201d n\u00e3o vai ser respondida de uma vez, num primeiro texto, para nunca mais ser levantada. Vai ser a pergunta que sustenta o blog inteiro \u2013 porque \u00e9 justamente o tipo de pergunta que n\u00e3o se fecha, que continua produzindo sentido cada vez que \u00e9 feita de novo, em cada novo espet\u00e1culo, em cada novo corte de verba, em cada nova sala que resiste.<\/p>\n<p>E n\u00e3o vai ser s\u00f3 o teatro. A pergunta que abre este texto \u2013 o que \u00e9 necess\u00e1rio, e segundo qual crit\u00e9rio? \u2013 n\u00e3o \u00e9 exclusiva de uma linguagem. Ela atravessa o cinema, a literatura, todas as formas que, \u00e0 sua maneira, tamb\u00e9m encenam outra disposi\u00e7\u00e3o do sens\u00edvel e por isso tamb\u00e9m s\u00e3o as primeiras a serem tratadas como dispens\u00e1veis quando o c\u00e1lculo decide o que vale a pena sustentar. Falar de teatro, aqui, ser\u00e1 muitas vezes um modo de entrar numa pergunta maior, que outras linguagens colocam com igual urg\u00eancia (e <em>Teatrutopia<\/em> quer ser tamb\u00e9m esse espa\u00e7o de tr\u00e2nsito, onde o teatro conversa com essas outras formas, em vez de se isolar delas).<\/p>\n<p>Mas \u00e9 preciso dizer com mais precis\u00e3o o que significa pensar o teatro aqui. N\u00e3o se trata de tom\u00e1-lo como objeto fechado sobre si mesmo, a ser descrito, catalogado, elogiado. O teatro interessa a este blog tamb\u00e9m (talvez sobretudo) como instrumento: um modo de pensar a sociedade, a pol\u00edtica, e aquilo que se poderia chamar de condu\u00e7\u00e3o humana \u2013 o modo como corpos s\u00e3o conduzidos, dispostos, autorizados a falar ou silenciados, tanto dentro da cena quanto fora dela. Porque toda cena \u00e9, tamb\u00e9m, um governo: um arranjo de quem ocupa o centro e quem fica \u00e0 margem, de quem tem tempo de fala e quem s\u00f3 tem o gesto, de que corpos podem se mover livremente e quais precisam pedir licen\u00e7a. Pensar essa condu\u00e7\u00e3o dentro do teatro \u00e9 uma forma de aprender a reconhec\u00ea-la fora dele \u2013 na cidade, no trabalho, na vida cotidiana, onde ela raramente se declara como governo e por isso \u00e9 mais dif\u00edcil de contestar.<\/p>\n<p>Mas essa condu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio do mundo l\u00e1 fora. Vivemos (e talvez seja essa a palavra mais exata para o que nos cerca) num mundo fraturado, numa sociedade fraturada: onde a fissura n\u00e3o se fecha, mas tamb\u00e9m n\u00e3o rompe de vez, e por isso segue produzindo efeitos, reorganizando tudo em torno de si. Pensar o teatro diante desse mundo n\u00e3o pode significar apenas pensar o teatro sobre a fratura, como quem observa de fora um objeto de an\u00e1lise. O desafio maior \u00e9 outro: perguntar se o pr\u00f3prio teatro, enquanto institui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o est\u00e1 ele tamb\u00e9m fraturado \u2013 e se, por isso, precisa ser questionado em sua forma institu\u00edda, e n\u00e3o apenas convocado como instrumento de cr\u00edtica ao mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso voltar \u00e0 mesma pergunta contra ele: que corpos o teatro tamb\u00e9m exclui? (exclui?) Que hierarquias reproduz em nome da arte, da tradi\u00e7\u00e3o, do \u201ctalento\u201d? Que formas institu\u00eddas (c\u00eanicas, dramat\u00fargicas, qual p\u00fablico e que corpo ocupa naturalmente o centro da cena) permanecem intocadas justamente porque o teatro se acostumou a pensar-se como o lugar automaticamente do lado certo da hist\u00f3ria? Pensar o teatro fraturado exige, portanto, provocar o teatro enquanto institui\u00e7\u00e3o. E essa provoca\u00e7\u00e3o, antes de ser dirigida a qualquer pessoa, \u00e9 dirigida a mim mesmo, e a este blog.<\/p>\n<p>Resta, talvez, uma \u00faltima quest\u00e3o, inc\u00f4moda (parece) para quem decide, hoje, abrir um blog: porque escrever sobre teatro, arte num tempo em que a informa\u00e7\u00e3o j\u00e1 excede, de muito longe, nossa capacidade de processar? Criar mais um texto, mais um endere\u00e7o para disputar a aten\u00e7\u00e3o parece um gesto contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Entretanto, o excesso de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o mesmo que excesso de pensamento. Somos bombardeados com dado, not\u00edcias e opini\u00f5es instant\u00e2neas, mas raramente somos\u00a0 solicitados a parar, a \u201cficar com o problema\u201d, como diz Donna Haraway. O que falta n\u00e3o \u00e9 conte\u00fado (tamb\u00e9m \u00e9); \u00e9 tempo de perman\u00eancia. A ideia do blog n\u00e3o \u00e9 competir com esse excesso, com a velocidade, mas ser, deliberadamente, uma esp\u00e9cie de gaguejo do pensar, quer dizer, uma forma ensa\u00edstica de romper com os modos habituais de pensar. Escrever sobre teatro, arte e sua rela\u00e7\u00e3o com a sociedade, com a pol\u00edtica, n\u00e3o \u00e9 mais uma coisa a somar ao excesso; \u00e9, na medida do poss\u00edvel, uma tentativa pequena de suspens\u00e3o na l\u00f3gica que rege esse excesso, uma insist\u00eancia, uma cren\u00e7a (porque n\u00e3o?) em que ainda vale parar, permanecer, pensar devagar.<\/p>\n<p>Este \u00e9, ent\u00e3o, um convite: pensar teatro (e outras linguagens) sem separ\u00e1-los de quem o faz, do mundo que os cerca, do Estado que os financia ou os abandona, da cidade que os acolhe ou os expulsa, da pol\u00edtica que decide o que merece existir. Um convite a desconfiar das respostas f\u00e1ceis (inclusive das minhas) e a insistir na pergunta, porque \u00e9 ela, mais do que qualquer resposta pronta, que mant\u00e9m essas formas vivas como problema.<\/p>\n<p>Comecemos por a\u00ed.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[O que torna o teatro necess\u00e1rio em um mundo regido pela produtividade, pelo c\u00e1lculo e pela efici\u00eancia? Teatrutopia nasce dessa pergunta: um espa\u00e7o para pensar criticamente o teatro, a arte e suas rela\u00e7\u00f5es com a pol\u00edtica, a sociedade e as formas poss\u00edveis de exist\u00eancia.[:]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":224,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"elementor_canvas","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-teatro-arte-e-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=196"}],"version-history":[{"count":123,"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/196\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":721,"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/196\/revisions\/721"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teatrutopia.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}